quarta-feira, 6 de maio de 2009

Junto com a Editora Chefe

Juracy ponderando ações

Diário do Fórum quarto dia


Chegamos pontualmente na FAAP e, como neste dia, já tínhamos ciência de que uma das matérias teria um tema livre, começamos imediatamente a escrever sobre as resoluções da Crise. Enquanto Kaline cobria a primeira sessão para podermos escrever sobre o tema da segunda pauta (obrigatório), Thamires começou a escrever um rascunho da reportagem. Em seguida, trocamos os cargos. A essa altura, as matérias estavam praticamente pronta, e como o prazo era até as 14h, estávamos mais tranqüilas, porque havíamos terminado por volta do meio dia. Com maior tempo de folga, fomos almoçar na casa do pão de queijo, pra variar. Aproveitamos o resto do tempo para assistir a última sessão juntas, que foi muito cômica. Os delegados estavam ansiosos para aprovar o último documento, o principal, que continha as resoluções para todos os problemas propostos para eles. Logo, estavam meio eufóricos. Para colaborar com isso, uma das diretoras adjuntas, caiu da cadeira, provocando um ataque de riso, que durou cerca de 15 minutos. Até mesmo a Senhora diretora Geral perdeu o “decoro”, e o mais cômico, era que ela pedia ordem a todos os delegados presentes, dando gargalhadas. Por volta das 16h, conforme combinado com a nossa Diretora Geral, voltamos para a sala da imprensa, para fazer uma votaçãozinha que elegia os “jornagatos”, “jornafofos”, “jornasimpáticos” , “jornapentelhos”, “jornafashion” e “jornaçado” (engraçado) . Obviamente, não ganhamos nenhuma das categorias, e não chegamos a receber um único voto. Acabado isso, recebemos os certificados do Fórum, tiramos fotos com a nossa querida diretora-Geral e fomos comer. Como já eras quase 18h, nos dirigimos ao auditório Annie Penteado, e enquanto Thamires ficava sentada na escada esperando, Kaline estava na portaria ouvindo os gritos dos maloqueiros comemorando a vitória do Corinthians, já que o Pacaembu estava logo ao lado. Começada a cerimônia de encerramento, cada comitê entrava com um “gritinho de guerra” como se aquilo fosse uma competição – o que parecia meio infantil – mas para eles fazia sentido. Aproveitamos o tempinho de “músicas” para tirar fotos e pegar o email das pessoas que mais conversamos e achávamos importantes. Tiramos fotos com os staffs e dois delegados. Foi dado início ao cerimonial, que premiava as melhores delegações de cada comitê. Passadas as outras, chegou a vez do ACNUR que premiou os delegados indicados por nós e aprovados pela mesa. Foram os delegados da Venezuela, Etiópia, Argélia – os que mais gostávamos - e a do Egito.Por fim, foi chamada a Priscila para falar do Comitê de Imprensa, e após elogiar o trabalho de todos, começou a chamar os jornais que mais se destacaram, e segundo suas palavras “ como não poderia deixar de ser, como melhor jornal, gostaria de chamar as meninas do Haaretz” UHUUL ! Fomos premiadas! Valeu todo esforço e correria dos dias anterior. Mas além de ser nosso, nós dedicamos esse prêmio aos nossos professores orientadores e aos outros que também vêm nos ajudando de forma direta e indireta, mas principalmente, ao Coordenador Marcelo Feitosa, pelo apoio e por ver potencial em nós, além de ter acreditado que conseguiríamos. Obrigada, estamos extremamente felizes e com novos projetos na cabeça.

· Outros agradecimentos:

Priscila Paulino, Victor Brito, Mariana Lopez e Roberto Gomes

· Aos delegados:

Alexandre, José Paulo, Stella, Netto e Patrícia.

· Aos colegas jornalistas:

Marcelo Soares e Giulia Afiune

E a todos os nossos professores do Colégio Magister.

Diário do Fórum - terceiro dia


Chegamos mais cedo do que o resto dos comitês e começamos adiantando o Box da última sessão que havia acontecido no dia anterior. Passados uns 15 minutos, fomos retiradas da sala de imprensa, pois segundo o que foi dito, nós só poderíamos entrar no horário estipulado para todos. Após um leve sentimento de revolta em função da sensação de que não conseguiríamos cumprir a meta de escrever um Box e duas reportagens, nós deixamos o stress de lado, já que nada poderia ser feito. Entramos depois de mais alguns minutos, juntamente com todos os outros membros dos comitês. Terminamos o Box baseado na discussão feita pelos delegados em torno da questão da União Africana, que foi muito interessante por sinal, e complementamos com a entrevista que fizemos ontem com os delegados. O Box deveria necessariamente ser composto por 2 parágrafos de 4 linhas, de forma que escrever uma sessão inteira de mais de 2 horas nesse espaço curtíssimo foi um desafio, que para nós foi praticamente ‘impossível’ cumprir. Recebemos as pautas das próximas reportagens e Thamires foi assistir a primeira sessão, enquanto a Kaline esboçava o artigo. Durante a sessão, foi interessante notar que, ao mesmo tempo, havia delegados com uma argumentação extremamente concisa e positiva e que se destacaram, porém muitos dos que lá estavam acabaram por ‘bater na mesma tecla’ dos assuntos tratados no dia anterior, fazendo com que a discussão beirasse o tédio. Falou-se muito sobre propostas desenvolvimentistas, fazer dos campos de refugiados ‘mini cidades’ esquecendo-se de que, como criticamos no nosso jornal, os refugiados africanos ESTÃO refugiados, não SÃO refugiados, uma prova de que muita das visões lá abordadas eram de senso comum, recheadas de ‘frases manjadas’. Assim como no dia anterior, alguns delegados se contradisseram a cada fala – e às vezes a contradição era tão gritante que dava vontade de interromper, mas infelizmente os jornalistas não podem falar um ‘a’ ou fazer qualquer movimento impulsivo deste tipo. Terminamos a primeira matéria 5 minutos antes do fim da sessão, e nós duas, corremos atrás de pessoas do nosso comitê para obter informações. Nenhum deles se disponibilizaram naquele momento, mas conseguimos questionar a delegada do Chade sobre o que ela achou do nosso jornal do dia anterior. A resposta foi uma crítica à ‘agressividade’ com que ele foi escrito, o que foi uma surpresa para nós, já que ela havia sido elogiada no artigo. Almoçamos um pão de queijo, e, como tínhamos que esperar para abrir a passagem para os comitês, fomos conversar de forma breve com o delegado da Guatemala – uma pessoa muito peculiar - perguntando-o sobre o tráfico de armas, que deveria ser nossa pauta da segunda reportagem, mas que no fim, não foi. Entramos para o comitê de imprensa e depois de um tempo, Thamires foi cobrir o que estava sendo discutido na segunda sessão. O assunto não era muito diferente do tratado na primeira, as propostas estavam sendo pouco apresentadas pelos delegados, falava-se muito, mas dialogava-se pouco sobre o que realmente importava. Cada país corria atrás de seu próprio rabo, como diz a Kaline, e todos se esqueciam que não se tratava do que eles têm ou não têm para “doar” para a África, mas sim o que fazer para que a África não precise de doações, fazendo com que a discussão não saia do lugar. Entrevistamos em uma rápida pausa, a delegada dos EUA, que demonstrou, de forma sutil ao expressar suas opiniões que ela estava atuando quando defendia os ideais americanos, os quais ela não concordava e dizia as coisas pelo posicionamento do país no cenário mundial, o que para nós esclareceu algumas posturas durante as discussões. Porém, quando estávamos quase acabando a segunda matéria, nosso comitê entrou em “crise” (acontecimento bombástico em alguma parte do mundo que de alguma forma irá afetar muitos países e que adia a discussão dos temas da agenda internacional, fazendo com que o debate seja sobre o fato) em função de um fictício conflito entre a Geórgia e os grupos separatistas da Ossétia, que geraram como resultado a explosão de uma bomba que matou um importante ministro. A bomba gerou tensão, e estimulou a saída dos civis da região, que foram para outras áreas como refugiados, conseqüência que trouxe a necessidade de participação do nosso comitê. Até aí, tudo bem. No entanto, os jornalistas não podem ficar durante a crise dentro da sala, mas nós precisávamos cobrir a crise e escrever sobre ela, sem poder a discussão. O desafio é esse, a imprensa precisa se virar para escrever sobre aquilo. As soluções que nós achamos foram práticas. Escutar atrás da porta, correr atrás dos delegados que iam ao banheiro (mesmo estes sendo protegidos por staffs) e a procura das secretárias e de alguns professores para nos esclarecerem a questão crucial do conflito presente nessa área, que foi o que deu margem para a criação do fato fictício (o falecimento do ministro). Conseguimos, sobre muita pressão, terminar o segundo artigo, descendo para um rápido cafezinho. Ao voltarmos, nos dividimos para cada uma assistir a um comitê diferente. Depois, conversamos mais com as pessoas do nosso comitê, conhecendo os jornalistas Thomaz, Jéssica, Lucas e conversando ainda mais com os que também cobrem o ACNUR, Yuri e Paula. Mas a novidade foi termos conversado com um menino do Washington Post, aluno do Santa Cruz, que quer estudar Filosofia e conversou bastante conosco, contando até como tinha sido a festinha do dia anterior, mencionando que havia aprendido a dançar. E nós pudemos constatar ao vivo, a dançinha que ele aprendeu. Ele era muito engraçado, muito mesmo. Recebemos nosso jornal, até que encontramos o staff Roberto, uma figura e tanto, estudante de administração e voluntário responsável pelo ACNUR. E mais uma vez, tentamos entrar no comitê. Nós realmente éramos chatas, e fomos perturbar os staffs e delegados do comitê. No fim da crise, que demorou absurdos para terminar no ACNUR, fomos falar com os delegados mais próximos de nós, mais especificadamente a da Venezuela, Estela, e o da África do Sul, Netto, esclarecendo muito sobre o que havia acontecido lá e inclusive permitindo a apropriação do documento aprovado. Foi bem legal, porém mais tenso que o de ontem. No entanto, possibitou maior aprendizado e com direito a muitas risadas. Como sempre, a nossa Diretora Geral Priscila e o voluntário Victor foram de uma ajuda enorme. A Priscila então, pelo apoio moral, já merece um agradecimento ultra especial. Fora essas pessoas, tivemos uma rápida conversa com o delegado da Argélia e a do Paquistão, que parecem ser pessoas interessante para trocar idéia. Ao nosso ver o dia de hoje proporcionou muito, mais muito conhecimento, empenho, esforço. Foi preciso muita força de vontade, mas acredito que nós superamos bem esses desafio.

Diário do Fórum - segundo dia


Hoje foi o primeiro dia de cobertura do nosso comitê. Kaline foi a primeira a entrar no ACNUR para colher informações enquanto a Thamires começava a reportagem. Passados alguns minutos, Ká voltou animada e com muitas informações. Seguimos nesse esquema, na primeira reportagem Kaline cobriu boa parte da sessão, e fechamos a primeira matéria juntas. Na segunda sessão, nós revezamos a cobertura de sessões e a escrita da reportagem. Acreditamos que a melhor manchete de todas foi : “A demagogia dos Direitos Humanos se repete“, escrita no primeiro dia. Nessas duas primeiras sessões, estava difícil para os delegados chegarem a um acordo. No primeiro dia, conseguimos entregar as reportagens sem muito desespero, e foi o começo do nosso entendimento sobre relações diplomáticas. Durante o almoço, comemos muito rapidamente na padaria, e a Kaline foi entrevistar duas delegadas do nosso comitê, a da Venezuela, que recebeu a imprensa com muita simpatia, e a do Egito. Não conseguimos ir ao coffee break pelo excesso de trabalho, pois o prazo era até as 17:15, ou seja, não havia muito tempo. Nesse dia, estavam à venda os convites da festa, que aconteceria a noite. No fim, não compramos o convite, pois a festa terminava de madrugada, e seria difícil trabalhar cedo no dia seguinte. No horário da terceira sessão, kaline visitou os outros comitês e depois esteve no nosso, enquanto Thamires o cobria para podermos escrever o Box sobre o que foi dito, no dia seguinte. No fim da sessão, entrevistamos os delegados dos Países Baixos, do Egito, do Chade, da África do Sul e os da Etiópia e Argélia, que tiveram uma ótima recepção e se disponibilizaram para nos ajudar. Voltamos para casa, enquanto a grande maioria ia para a festa.

Diário do Fórum primeiro dia



Saímos do Magister com o Professor Pablo e Maurício, ansiosas e apressadas no carro, sem almoçar. Chegamos à FAAP, que nos deu como primeira impressão certa imponência e formalidade. Precisamos confessar que estávamos perdidas, ansiosas e com muita expectativa. Todavia, os ânimos acalmaram-se, chegamos ao comitê de imprensa e descobrimos que representaríamos o jornal HAARETZ e cobriríamos o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). Ficamos felizes pois este jornal apresenta opiniões progressistas. Nos simpatizamos muito com a diretora do nosso comitê, a Priscila, estudante de RI na FAAP. Tivemos que fazer apresentações para os nossos colegas de comitê através de chocolates, com uma dinâmica de grupo, para sabermos um pouco de cada um. A Kaline escolheu um Brownie, e disse que ele o representava porque o Brownie era chato, assim como ela (?) e porque tinha chamado atenção. A Thamires escolheu um sonho de Valsa Trufa, dizendo que ele a representava porque por fora era um Sonho de Valsa qualquer, mas o recheio era uma trufa, por isso era diferente. Melhores escolas de São Paulo estavam lá, como Santa Cruz, Porto Segura e alunos do próprio colégio FAAP. Após isso fomos ao comitê de abertura, no qual, entre algumas coisas que foram ditas, ouvimos algumas besteiras. Nos informamos sobre o trabalho e recebemos o material. Foi interessante a primeira experiência, e no final, estávamos a doze horas sem comer. Mas para o primeiro dia, já estávamos entusiasmadas.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Foto da Delegação do Magister com o Premio


Trabalhos no ACNUR


Fórum FAAP premia alunas do Magister

Alunas do Ensino Médio são premiadas com o primeiro lugar em evento estudantil

A Fundação Armando Álvares Penteado organizou entre os dias 30/4 a 3 de maio, o V Fórum FAAP de Discussão Estudantil. O evento reúne anualmente alunos do Ensino Médio de várias escolas conceituadas do país. O principal objetivo deste encontro é colocar em pauta os principais temas da agenda internacional, assim como, promover valores democráticos, de cidadania e tolerância, por meio de ferramentas pedagógicas que preparem os jovens para se tornarem líderes em suas comunidades.

Aproximadamente 400 jovens participaram das discussões propostas nos comitês de Desarmamento e Segurança Internacional (DSI); Comissão dos Direitos Humanos (CDH); Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU); Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR); Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD); Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 15) e Internacional Monetary Fund (IMF); Consejo de La Unión Europea (CE) e Comitê de Imprensa.

Representando o Colégio Magister estavam as alunas, Kaline de Souza e Thamires Palombo, cujo desempenho durante o Fórum, foi considerado exemplar, de acordo com a avaliação individual feita pelo Comitê de Imprensa - grupo o qual fizeram parte e tiveram a oportunidade de atuar como jornalistas no jornal israelense HAARETZ. Ambas vivenciaram o dia a dia de uma redação, sendo coerentes com a linha editorial do veículo, demonstrando compromisso, participação, persuasão e ética jornalística.

Destacando-se em uma sala com mais de 30 estudantes, a dupla foi congratulada com o prêmio de melhores jornalistas. “Fiquei muito emocionada com esta premiação. Foram três dias fundamentais para minha formação. Aprendi muitas coisas interessantes, entre elas, a importância de saber ouvir. Foi um privilégio estar entre jovens tão preparados e ainda conquistar o prêmio de melhor jornalista do comitê, na primeira participação do Colégio Magister no Fórum FAAP”, disse Kaline satisfeita.